Estágio CAN 2025: Há nuances por corrigir (Angola 4-1 Moçambique)
A Selecção
Nacional de Futebol perdeu por 4-1 com a congénere de Angola, em jogo amigável na
tarde desta quarta-feira (17) disputado no Algarve, em Portugal, integrado no
plano de preparação das duas equipas para a 35ª edição do Campeonato Africano
das Nações - CAN Marrocos 2025.
O encontro
realizou-se à porta fechada, no Centro de Treino do Parque das Cidades, e teve
a particularidade de ser disputado em 120 minutos, repartidos em duas partes de
45 minutos e uma terceira de 30, permitindo às equipas técnicas dar maior
rotação aos seus plantéis nesta fase decisiva de preparação.
Apesar do desfecho, os Mambas entraram bem na partida e
criaram as primeiras situações de perigo. Logo aos cinco minutos, Geny Catamo
esteve muito perto de inaugurar o marcador, mas viu o guarda-redes angolano
negar-lhe o golo com uma intervenção decisiva. Posteriormente,
Diogo Calila viu o seu golo ser anulado pela equipa de arbitragem por posição irregular.
Seguiram-se mais algumas aproximações da equipa moçambicana, contrastando com a
maior posse de bola dos Palancas Negras.
A eficácia, contudo, sorriu a Angola. Aos 25 minutos, Gelson
Dala aproveitou alguma permissividade defensiva para inaugurar o marcador,
batendo Ivane Urrubal. O golo deu maior confiança aos angolanos, que passaram a
controlar melhor o jogo, embora Moçambique tenha mantido organização e critério
sobretudo durante a primeira parte.
Na etapa
complementar, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, promoveu várias
alterações no onze inicial, fazendo entrar Kimiss Zavala, Nené, Witi, Dominguez
e Faisal Bangal, na tentativa de dar outra dinâmica ao jogo e gerir o esforço
dos atletas. Ainda assim, Angola voltou a marcar aos 81 minutos, por intermédio
de Zito Luvumbo, e ampliou para 3-0 já no minuto 90, com David Carmo a
finalizar de cabeça na sequência de um pontapé de canto.
Na terceira parte, os Mambas conseguiram reduzir a desvantagem. Witi foi chamado a converter uma grande penalidade e não desperdiçou, apontando o único golo de Moçambique no encontro, aos 104 minutos. Quando ainda havia expectativa de novo equilíbrio, Rui Modesto aproveitou uma defesa subida para fixar o resultado final em 4-1, já perto do fim dos 120 minutos.
No final do
encontro, Chiquinho Conde reconheceu enquadrou o resultado no momento da
preparação. “É claro que nós não gostamos de perder, nem a feijões, ainda por
cima com Angola, com quem há sempre uma rivalidade muito grande. No cômputo
geral, foi um bom treino. Não queríamos este resultado, mas começámos a
preparação um pouco tarde, com jogadores a chegarem a conta-gotas, o que
explica algumas dificuldades”, afirmou o seleccionador nacional.
Conde destacou
ainda a boa resposta da equipa na primeira parte, sublinhando que “a equipa
circulou bem a bola”, apesar de algumas nuances defensivas a corrigir, e
explicou as opções tomadas tendo em conta a gestão física do plantel. “Temos
jogadores a recuperar, como o Ifren, o Reinildo ainda não está a cem por cento,
o Bruno Langa chegou tocado e o Bangal saiu com queixas musculares. A
prioridade é o CAN e temos de proteger os jogadores para chegarem em boas
condições”, acrescentou.
Moçambique
iniciou o encontro com Ivane Urrubal, Diogo Calila, Fernando Chamboco, Reinildo
Mandava, Bruno Langa, Manuel Kambala, Alfons Amade, Ricardo Guimarães, Gildo
Vilanculos, Geny Catamo e Stanley Ratifo, tendo utilizado ao longo da partida
vários outros atletas, numa clara lógica de avaliação e rotação.
Os Mambas
encontram-se a estagiar no Algarve desde terça-feira, com foco no aprimoramento
dos aspectos tácticos e competitivos para o jogo de estreia no CAN, frente à
campeã em título, Costa do Marfim (24/12). Gabão (28/12) e Camarões (31/12)
completam o Grupo F, considerado um dos mais exigentes da competição.
FMF | Comunicação
