Mambas fecham preparação e desafiam campeão na estreia do CAN 2025

A Selecção Nacional de Futebol realizou esta terça-feira o último treino antes da estreia no Campeonato Africano das Nações (CAN-2025), frente à Costa do Marfim, campeã africana em título, num ambiente marcado por concentração, confiança e uma ambição assumida de entrar a competir sem complexos.

 

No relvado do anexo ao Grande Estádio de Marraquexe, palco do duelo marcado para esta quarta-feira, 24 de Dezembro, Chiquinho Conde afinou os últimos detalhes antes de um teste de elevado grau de exigência, consciente do peso do adversário, mas convicto de que os Mambas chegam mais maduros e preparados para escrever uma nova página da sua história na prova.

 

Em antevisão ao encontro, o seleccionador nacional confirmou que o onze inicial contará maioritariamente com jogadores que actuam no estrangeiro, sendo apenas um atleta do Campeonato Nacional da I Divisão - Moçambola a integrar a equipa de início. Uma opção que reflecte o momento competitivo e a exigência do embate inaugural no Grupo F.



 

“Queremos começar bem. Vamos defrontar uma selecção forte, campeã africana, o que aumenta o nosso grau de dificuldade, mas estamos num torneio curto e a experiência que adquirimos no último CAN, também num grupo difícil, será fundamental. O primeiro jogo é decisivo e queremos entrar bem”, sublinhou Chiquinho Conde.

 

Dos 25 jogadores convocados, apenas Nené está indisponível para o confronto, devido a uma lesão contraída durante a preparação. Ainda assim, o seleccionador mostrou-se confiante na profundidade do grupo. “Felizmente temos quase todos os jogadores disponíveis. Perdemos um atleta importante, mas temos um grupo equilibrado que nos permite colmatar essa ausência. Esta é uma prova única em África e queremos aproveitá-la ao máximo para competir e lutar. Não vamos estender o tapete vermelho para que a selecção campeã africana desfile a sua classe”, afirmou.

 

Conde foi mais longe ao enquadrar o duelo num plano histórico e emocional, lembrando os confrontos anteriores frente à Costa do Marfim em fases finais do CAN. “Já defrontámos a Costa do Marfim por duas vezes no CAN e perdemos. A terceira pode ser de vez. A vida dá-nos oportunidades de mudar a história e esta é a nossa. Queremos escrever uma nova história”, disse, evocando a célebre máxima de Nelson Mandela.



 

Do lado dos jogadores, o discurso acompanha a ambição do treinador. O capitão dos Mambas, Elias Gaspar Pelembe, Dominguez, reconheceu a qualidade do adversário, mas garantiu que Moçambique entrará em campo para discutir o jogo de igual para igual. “Respeitamos a Costa do Marfim, sabemos da qualidade que têm, mas não vamos nos intimidar. Vamos fazer o nosso jogo, cometer poucos erros e acreditar. Dentro das quatro linhas tudo é possível e qualquer uma das equipas pode ganhar”, afirmou.

 

Já Reinildo Mandava destacou a importância do resultado no jogo inaugural e o espírito de união que caracteriza o grupo. Para o lateral, defrontar os campeões africanos representa uma oportunidade e não um peso adicional. “Sabemos que será um jogo difícil, contra os defensores do título, mas encaramos isso como uma oportunidade. São 90 minutos em que vamos dar tudo para ganhar ou, no mínimo, não perder. Este grupo está unido e quer mostrar do que é capaz”, frisou.

 

O duelo entre Costa do Marfim e Moçambique está agendado para as 19h30 de Maputo, no Grande Estádio de Marraquexe.

 

FMF | Comunicação